Vanessa Teodoro: “não volto a usar o 36″

Vanessa Teodoro on trendalert.meIlustradora mais cool e mais gira da actualidade tem uma profunda capacidade de se rir de si própria. Também conhecida como The Super Van diz que as suas personagens obrigam-na a dar-lhes corpo e vida.

O que é ser cool?

Ser cool é remar contra a maré e ainda acenar adeus ao rebanho. Não há um livro de regras em como ser cool, pois sê-lo depende de quem estiver a ver e neste caso a pessoa mais importante a ver, és tu mesmo. Se caíres no erro de querer parecer cool aos outros, é isso que vai acontecer: pareces, mas não o és. E pensando bem, no fim do dia é só  mais um rótulo, e para isso já chegam os produtos no supermercado. Sê tu mesmo e faz o que tens a fazer, o “cool” acaba por aparecer, assim como as borbulhas na puberdade.

Na tua área qual é a grande tendência?

Os ilustradores, street artists, you name it, começam a ter consciência de que não é só preciso saber fazer bem o boneco, como também saber vendê-lo. Então nesta fase menos abonada dos bolsos portugueses, em que já era difícil haver uma tradição de investir em arte, agora muito menos

Neste momento o que é que achas que está in e que está out?

IN ou melhor dizendo, “o que se vê por aí” :  naive, triângulos e pirâmides, orgânico VS geométrico, pessoas com cabeças de animais (o que muitas vezes chega a estar bem perto da realidade), mais desenho à mão, mais paciência e cuidado nos com pequenos detalhes.

OUT: não consigo dizer ao certo o que está out, pois para além do que está “in your face” em termos artísticos, há sempre “o resto”, que é tão bom ou melhor de o que está “in”, depende dos gostos e das modinhas.

Uma ideia cool para o País

Investir no talento nacional, por mais novatos que sejam, há muito potêncial. E não esperar que o artista faça sucesso “lá fora” para ser aceite cá dentro.

 Uma pessoa que tu aches trendy e porquê

Carmen Miranda, porque fruta faz bem e cantar (no banho) anima o espírito.

Nunca vou usar…

Nunca mais vou usar um 36.

Vou usar sempre…

Vou usar sempre a minha vida como inspiração.

Vanessa da Trindade

Vanessa da Trindade

Fui jornalista, mas a vida roubou-me para o marketing. Durante mais de 10 anos trabalhei para espanhóis e odiei. Quando decidi mudar, trabalhei para anglo-saxonicos e odiei ainda mais. Mandei tudo às favas. Redediquei-me ao jornalismo, aos estudos e à escrita, e depois debitei esta ideia.

Passo a vida entre o trabalho, a casa… e a psicoterapeuta.

Tenho uma má relação com o telemóvel; não acho piada a homens bonitos; adoro estar sozinha; e não largo a máquina fotográfica.
Nunca mais vou usar fio dental (no rabo, claro!) e vou usar sempre palavras difíceis.

Admiro profundamente o meu marido e a minha filha.

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