Sr.ª Poupança

À medida que esta tão famosa “tempestade” (tipo furacão) chamada Crise vai passando perto de nós, mais de uns do que de outros, sentimos a necessidade, mais contidos, mais engenhosos;

Analisando a situação por este prisma, não se pode considerar negativo o facto de a nossa geração (a de todos aqueles que estão em idade de trabalhar, criar um futuro, ter uma família e por aí fora) estar exposta a estas dificuldades e ter de desenvolver estas características. São características positivas, que, por falha, quer do sistema em que vivíamos, quer da educação que recebemos, não foram desenvolvidas mais cedo, mas que os nossos antepassados consideravam ser evidência de uma personalidade adulta e plenamente desenvolvida.

No entanto (e infelizmente), uma qualidade positiva não desabrocha como por milagre, como se fosse uma planta cuja semente, já na terra, só precisa das condições necessárias para germinar.

É necessário identificar quais as qualidades de precisamos para enfrentar esta situação, e depois fazer um esforço consciente de as desenvolver na nossa mente, para que as nossas decisões sejam cada vez mais económicas.

Ao contrário do que muitos possam pensar, o hábito de tomar boas decisões é difícil de adquirir, e pode ser comparado a um fumador que diz: “eu quando quiser parar, eu paro!”. Quem já tentou, sabe que o corpo também tem uma voz nesse assunto e que temos que impôr a nossa vontade para levar avante tal decisão. Da mesma forma, uma pessoa não deixa de ser esbanjadora e de comprar por impulso só porque diz que quer - também vai sentir e travar uma luta para impôr os seus novos hábitos de gastar dinheiro.

Algumas das desculpas que normalmente utilizamos quando o desejo de fazer uma má compra se instala são:
- “Eu também tenho direito a um mimo!”
- “Ainda não estou assim tão desesperado por dinheiro!”
- “Também não vamos entrar em extremos!”
- “Se fosse por mim, não comprava, mas os meus filhos não vão compreender!”
- “Se não tiver este escape, dou em doida!”
- “Tenho sido muito poupado, fazer isto não vai fazer mossa no orçamento!”
- “Não estou para ter o trabalho de fazer isto por mim mesmo! Mais vale comprar já feito!”
- “Acho que não preciso de me limitar assim tanto!”

… e podia continuar por aí fora… Mas não; agora, pensemos nas boas qualidades que nos ajudarão a combater tais desculpas:
1ª – Autodomínio
2ª – Perseverança
3ª – Sabedoria
4ª – Perspicácia
5ª – Diligência
6ª – Auto-suficiência
7ª – Contentamento

 … e outras, que agora não me lembro, mas que certamente mais alguém se lembra e já aplicou na sua vida.

Por isso, a poupança, o acto de poupar, tem qualidades; ou, pelo menos, põe a descoberto qualidades nossas que se calhar nem sabíamos ter!

 

Nota: Texto da autoria de Ariana Artur, que gentilmente autorizou a sua publicação no TrendAlert. O nosso muito obrigada à Ariana, que tem um blog extremamente interessante e que vos convidamos a visitar: Manual de Sobrevivência para Viver mais Poupado.

 

Natacha Calado

Natacha Calado

Psicóloga clínica de formação; mãe, esposa, dona de casa e amiga dos meus amigos por gosto. Adoro cozinhar, cuidar da casa e da família e, acima de tudo, amo novos desafios (daí fazer parte da equipa TA…); também gosto de ler, de ver bons filmes, de navegar na internet, de fazer crochet e principalmente de DORMIR.
Sou organizada, tranquila e comedida, mas não será difícil encontrarem-me a jogar à bola, a rebolar na relva, a fazer um picnic na praia, a rir às gargalhadas, a fazer bolinhos e bolachinhas e a divertir-me à séria com os meus filhos.
Traje preferido: calças de ganga e ténis, claro; mas os saltos altos também constam do meu guarda-roupa, como não podia deixar de ser!

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