Será assim tão simples?
Pergunta de braços abertos e olhar perdido. Não sei. Apoia a cabeça nas mãos. Tantos livros de auto-ajuda de banalidades. Relações para totós. Construa a relação a partir do primeiro dia. Partilhe o seu dia-a-dia. Títulos vazios de consolo para dias em que se come colheradas de gelado.
Mas tem de haver um qualquer segredo? Relações de 50 anos de noite em comum não nascem assim. O mundo tem para cima de 7 bilhões de pessoas.Éo gente a mais de sorrisos giros. Bons corpos. Rostos deliciosos. Bons cus e boas mamas. Cabelos fortes para agarrar.
Tudo é sempre mais simples do que parece. Um beijo. Um outro beijo. Um abraço. Um outro abraço. O rosto no ombro. O cheiro do pescoço ou atrás da orelha logo pela manhã. Cheira a cama. Dizem. E o silêncio. Sem desconforto. A necessidade de falar de preencher o espaço com palavras rompe com a simplicidade. Tudo é feito de histórias e mais histórias. Causa efeito.
Mas a luta vai no sentido contrário. Um programa hoje. Outro amanhã. E sempre que possível. Mil coisas a distrair. Mil imagens a registar. Música a ouvir e letras a decorar. E nunca existe silêncio. Dois corpos lado a lado. Ou um em cima um do outro. Não existem regras de preferência. Uma mão na mão. Palma suada nas costas de uma pele seca e gretada. Absorver o outro faz-se em silêncio. Faz-se na ausência de distracções. Faz-se de dias sucessivos na esperança de serem anos. Faz-se na frente a verem-se os olhos ganharem rugas e o sorriso perder a elasticidade. Os cabelos a branquearem. E a vida a ganhar rumo a aumentar o prazer de um dia se tornar história.
O E escreve o seu próprio blog: Eu e o meu Ego.





