Loving my best friend I
Era muito jovem, tinha um grupo de amigos na maioria rapazes. Como vivia num meio pequeno, saíamos para o campo que era ali ao lado e fazíamos tudo o que um grupo de rapazes de uma aldeia faz, desde jogar à bola, apanhar pássaros, tomar banho em tanques no meio da mata, enfim, tudo o que desse para entreter, pois não haviam cinemas, centros comerciais ou qualquer espaço do género no qual a miudagem hoje se entretém.
O nome dele era Tomás, era um ano mais novo que eu. Era giro, ou pelo menos eu achava que sim. Não sei como começou, mas de facto foi o primeiro rapaz por quem me apaixonei.
Desde cedo procurei contacto físico com ele, primeiro nos desportos em que era propício o contacto físico, depois, como frequentava a casa dele com regularidade, ora para jogarmos computador, ora para vermos televisão, enveredei por um contacto mais subtil, que acontecia sempre quando ele adormecia no sofá quando víamos um filme. Adorava passar com a mão pelo corpo dele, na braguilha, sempre de uma maneira muito suave, coisa que me excitava imenso.
Esta atracção durou algum tempo.
Quando já eramos mais velhos, ambos já na casa dos vintes, o Tomás namorava a Neuza que era uma das minhas melhores amigas. Um fim-de-semana, fomos os três com a família da Neuza, para casa de uns familiares dela. Como a casa era pequena, acabámos todos por dormir na sala. A Neuza a uma ponta, os pais dela no meio e eu e o meu amigo Tomás na outra ponta.
Estávamos deitados e eu deixei que a noite se alongasse. O meu coração batia a mil, não conseguia dormir, pois via ali uma oportunidade de dar largas à minha imaginação. Ambos estávamos de cuecas e t-shirt. Quando percebi que ele estava a dormir, fui-me aproximando do corpo dele, devagarinho, para que ele não acordasse e se apercebesse da situação.
Ele estava de costas para mim, eu colei o meu corpo ao dele, mantendo uma distância mínima para não o tocar. Passei o meu braço por cima do corpo dele, em direcção ao pénis, sempre sem o tocar. As minhas mãos aproximaram-se do pénis, que estava dentro das boxers, daquelas largas com botões.
Devagarinho, desabotoei os botões das boxers e puxei o pénis dele para fora, tocando-o com os meus dedos, muito de levezinho, começando por massajá-lo.
O pénis dele estava murcho, mas após alguns minutos de massagem subtil, começo a sentir uma certa firmeza, até que finalmente estava erecto.
Como senti tal reacção do seu membro, comecei a masturbá-lo, primeiro devagar, depois com algum vigor, até que, para meu espanto, ele mexe-se e eu, cheio de medo, continuei numa cadência forte, até que ele, agarrou na minha mão, e levou-a até ao seus testículos para eu os massajar.
Eu estava a adorar e ele pelos vistos também. A minha respiração estava ofegante, o meu corpo escaldava, mas finalmente estava a ter o momento que desejava há anos.
Continuei a masturbá-lo, sempre com a mão dele por cima da minha, até que, finalmente, ele atingiu o orgasmo agarrando a minha mão com força. A partilhar comigo o seu momento de prazer.
Ao acabar, retirei a minha mão e dormimos um para cada lado.
No dia seguinte foi estranho, quando falávamos não conseguíamos olhar nos olhos um do outro. Nunca falámos sobre o assunto. A nossa amizade foi esfriando, um pouco por culpa das nossas vidas, hoje é apenas um conhecido, a quem digo olá quando passo.
Essa noite foi nossa, é um segredo que guardamos e que partilho agora convosco.
O Tomás é hétero, ou se não é vive como tal, hoje está casado e tem filhos, deve ser feliz. Espero que sim.





