Love and sex with…
Robots! Acha estranho? Improvável? Ou se calhar até mesmo impossível… Pois nós (ou melhor, David Levy) dizemos-lhe que esta realidade pode estar para mais breve do que pensa!
O laboratório de robótica humanóide do MIT, desenvolve há vários anos várias soluções de robots com capacidades de socialização. Das várias interacções possíveis há uma que estimulou o interesse de David Levy, um escritor adepto de temas controversos - o sexo com máquinas.
Deste interesse, saíu um livro; chama-se “Love and Sex With Robots” e nele o autor defende que num futuro próximo qualquer um de nós se poderá apaixonar por uma máquina; muitos já o fazem, mas neste caso desenvolveremos relações de companhia, amizade, carinho, amor e até parceiros para casar e consumar o casamento de forma repetida… ou seja, sexo. (Skip to next paragraph!)
Nas palavras de David, a chegada desse momento é inevitável, em especial a fase dos favores sexuais. A meio deste século, defende o autor, o amor por e com robots será tão vulgar como o amor por e entre humanos. O facto de surgir um parceiro com capacidades físicas diferentes vai aumentar a variedade e estilo das posições possíveis. (O Kamasutra ficará rapidamente esgotado…)
Levy, especialista em inteligência artificial, explica a sua teoria através de uma sucessão de lógicas:
- Analisar os factores que levam os humanos a apaixonarem-se. Há 10 factores, referidos no livro, onde se incluem o mistério, o contacto e a predisposição para uma relação. Na opinião do autor tudo isto é possível com um robot.
- Depois, Levy defende que “ já nos apaixonámos por seres não humanos, como cães, ursos de peluche, ou Tamagotchis”. Muitos já dependem dos seus portáteis e telefones como se de um amigo se tratasse e se a bateria falha podem dar-se azias e dores de cabeça maiores do que não ver alguns amigos durante muitos anos. “ Será isto muito diferente de ter sentimentos de afecto por um robot programado para ser e sentir tudo aquilo que desejamos?”.
- “ Em 2025, o mais tardar, as tecnologias emocionais artificiais vão tornar os robots mais emocionais que o americano médio”.
Para os mais cépticos, Levy sugere que se analisem as situações passo a passo. Porque é que temos sexo com outros seres humanos? Pelo prazer, para afirmar a intimidade e muitas vezes porque o seu parceiro assim quer.
Em seguida passemos às sucessivas incursões dos objectos na vida sexual dos humanos: “ Desde vibradores feitos de pão fora de prazo até mecanismos altamente sofisticados e eléctricos com nomes como Stallion XL; não esquecendo o sexo ao telefone, que evoluiu para objectos sexuais controlados à distância via net”.
Levy acaba por confirmar que os ditos robots sexuais já existem: bonecas com pele sintética com peitos exuberantes e um bater de coração que acelera artificialmente. Os sites onde estes seres se vendem são facilmente descobertos online mas o autor apresenta-os no livro. “ Na Coreia já existem inclusivamente quartos onde é disponibilizada uma experiência com uma boneca destas. Este mercado disparou depois do governo ter intensificado a caça à prostituição, mas mesmo este sexo deixou dúvidas sobre a sua legalidade. Acabaram por concluir que a proibição se refere à prostituição de seres… humanos.
Para o autor, o desconforto revela apenas mais um preconceito que vai acabar por se desvanecer tal como aconteceu com o sexo oral, homossexualidade ou masturbação. A questão vai levar o seu tempo a surgir na vida do dia a dia, e a dor de cabeça pode ser substituída por “low batery” ou avaria mecânica.
Quer saber mais? Pois então leia Love and Sex with Robots – The Evolution of Human-Robot Relationships, de David Levy, editado pela Harper/HarperCollins Publishers!
Fonte: The Times Magazine.





