Generation IT

Muitos chamam-lhe geração perdida, outros, geração à rasca. Eu prefiro identificá-la como a Geração IT – A geração que vai revolucionar o sistema.

Numa época em que o desemprego é transversal e todos se lamentam, aplicam mal o seu tempo e atribuem culpas à crise por não conseguirem alcançar os seus objetivos, outros vêm nos dias de agora oportunidades de negócio. Estes, servem-se da morfologia dessa palavra, justificativa de nada, para brincarem com a situação – Crise, Cri(s)e, CRIE – e é esta última a epígrafe para esta geração.

Socialmente responsável, espírito empreendedor, ótima capacidade para interpretar os inputs dos mercados e transformá-los em insights inspiradores para o desenvolvimento de soluções inovadoras – estas são algumas das características desta geração, que desenvolveu uma mentalidade empresarial sem precedentes e que, habilitada pela tecnologia, elimina as barreiras tradicionais iniciais.
Aplicam os seus conhecimentos, fazendo aquilo que realmente lhes dá prazer. Dedicam muito tempo à atividade profissional e ainda assim, não abdicam do tempo dedicado à família, aos amigos, ao desporto e lazer… o lado lúdico da vida.

Vivemos enquadrados numa realidade de inflação académica – demasiadas licenciaturas coexistem no mesmo tempo e espaço com a subida da taxa de desemprego. Assim, a entrada no mercado de trabalho torna-se cada vez mais difícil neste contexto social em que CV e SPAM se misturam, confundem-se e amontoam-se diariamente. Nesta conjuntura de licenciaturas reflexas em CVs, sinónimos de lixo, as empresas mostram-se mais sensíveis aos negócios ao invés de ler as duas ou três páginas desses relatos de trajetórias académicas e profissionais.

Desde que nascemos, inconscientemente, vamos desenvolvendo a nossa identidade junto da família, amigos e colegas de trabalho, criando assim a nossa Marca Pessoal. Nas circunstâncias atuais, onde a abundância predomina e a concorrência é cada vez mais feroz, torna-se indispensável começar a refletir sobre a nossa Marca de uma forma mais profissional e rigorosa.

Não nos podemos deixar cegar pela crise, pelo desemprego ou até mesmo pelo sucesso. A maior vantagem é a de, independentemente da situação económica ou do nosso estado profissional, termos a capacidade de nos conhecermos, sabendo quais são e como retirar proveito dos nossos pontos fortes.
O sucesso empreendedor recai sobre a ininterrupta identificação de oportunidades económicas, através de um processo sistémico de observação de tendências e oportunidades, numa perspetiva global.

O espírito empreendedor é atualmente e mais do que nunca, fundamental para o sucesso dos jovens licenciados. As oportunidades de negócio são mais do que as que imaginamos. É urgente não desistir, ultrapassar obstáculos e preconceitos, lutando por aquilo que vos faz realmente feliz.

 

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