Frisol: sol fresquinho

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um frigorífico a:

a) pedais;

b) sinais de fumo;

c) energia solar.

Se marcou c, acertou. Chama-se Frisol e nasce sob a máxima “quanto mais sol… mais frio”.

A base do projeto denominado FRISOL está na implementação da refrigeração por adsorção, utilizando sílica-gel, um material extremamente eficiente na retenção de moléculas de vapor, não tóxico e de baixo custo (pode adsorver água até 40% do seu próprio peso quando está fria, voltando a libertar a água ao ser aquecida).

Financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela Associação Americana de Engenheiros de Refrigeração e Ar Condicionado (ASHRAE), a investigação iniciou-se em 2007 e conduziu a resultados muito promissores. A equipa já construiu um protótipo com equipamento completamente autónomo, necessitando apenas de energia solar para acionar o processo de refrigeração.

Digamos que num dia solarengo consegue produzir-se 3 a 4 kg de gelo. Nice, não é? É especialmente nice se considerarmos que estas cabecinhas pensadoras engendraram isto para ajudar nas zonas remotas africanas que não têm acesso a eletricidade, tanto para armazenar alimentos como para medicamentos, como explica no site da universidade José Costa, um dos mentores da ideia.

Provado o conceito, o projeto, que conta também com a colaboração de um investigador da Universidade de Aveiro (Vítor Costa), vai entrar em fase de otimização, testes de robustez e estudo de novas aplicações práticas.

 

Vanessa da Trindade

Vanessa da Trindade

Fui jornalista, mas a vida roubou-me para o marketing. Durante mais de 10 anos trabalhei para espanhóis e odiei. Quando decidi mudar, trabalhei para anglo-saxonicos e odiei ainda mais. Mandei tudo às favas. Redediquei-me ao jornalismo, aos estudos e à escrita, e depois debitei esta ideia.

Passo a vida entre o trabalho, a casa… e a psicoterapeuta.

Tenho uma má relação com o telemóvel; não acho piada a homens bonitos; adoro estar sozinha; e não largo a máquina fotográfica.
Nunca mais vou usar fio dental (no rabo, claro!) e vou usar sempre palavras difíceis.

Admiro profundamente o meu marido e a minha filha.

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