“Eu sou Deus”

Todos os casais deviam vir com amante incluído”; “o tesão tem razões que a própria razão desconhece” e “não ter medo de nada é uma mariquice pegada”. “A crise é apenas uma palavra com cinco letras. E cada um lê-a como quiser.”

Se ainda não conhecem os mandamentos ou o Evangelho de Chagas andam, muito provavelmente, distraídos.

Pedro Chagas Freitas

Já lhe chamaram “o Mourinho da escrita” e tem despertado paixões e ódios (quase) com a mesma intensidade. Fixem este nome: Pedro Chagas Freitas. Se não vos é familiar, então não passaram (ainda) os olhos pelo profilático “Ensaio sobre a vaselina”, pelo didático “Ensaio sobre as hemorróidas” ou pela eloquente “Carta à mulher que vou escravizar.”

A única inspiração em que acredita é aquela que vem imediatamente a seguir à expiração. Esclarece que um grande escritor tem de ter, acima de tudo, um grande desodorizante. Porque a grande obra é feita de suor. Escreve a um ritmo superior ao ritmo de publicação habitual do mercado. Logo: “sobram-lhe” livros. Por isso, por vezes acontece – como aconteceu em 2010 – e resolve publicar 10 livros de uma vez.

Em 2011 escreveu, em direto e sem parar, durante 24 horas. Iniciou, também, a obra com mais autores da História da literatura – que vai neste momento já com 62 capítulos e continua a crescer. Escritor, orador e professor de escrita, é corrosivo, intenso, desconcertante, irreverente, solteiro em comunhão de bens e agora também é Deus. Pelo menos é esse o título do novo livro que lança esta semana, em Lisboa.

Eu sou Deus” – adverte – não é um livro de auto-ajuda. “Mas, se você o ler, pode auto-ajudar-se. Tenha cuidado.” Esta obra não é sobre aquilo que não podes fazer – mas sim sobre aquilo que podes, e deves, fazer.

Atreve-te.

 

Fonte: Pedro Chagas Freitas

Imagem: Patrícia Manhão

 

Marisa Antunes

Marisa Antunes

Gosto de acreditar que tudo é possível. Só sei viver nos extremos: entre a embriagante poesia e a esquizofrénica loucura. Sou um corpo habitado por mil personagens e ainda tenho um mundo por descobrir. Alimento uma demente paixão por tudo e pelos nadas e uma assumida tentação pelo abismo e pelas quedas livres – sem rede.

Facebook