Don’t Fall in Love
Uma semana sem nos vermos. Sem uma mensagem. Sem um telefonema. Seria esta a melhor opção? Afastarmo-nos? Acabarmos com tudo? Não pôr mais em risco duas relações?
Se era ou não, não sei. Não sabemos. Foi impossível. Foi mais forte que tudo. Algo falou mais alto e mal ele sucumbiu à tentação eu fui atrás. Ele mandou uma mensagem, eu respondi. Ele mandou outra e lá veio o efeito bola de neve. De repente já estávamos nos braços um do outro e mais uma vez tinha voltado tudo. Tudo de novo. Ele dizia-me “não te apaixones” eu dizia-lhe exactamente o mesmo. Mas afinal o quê que nos movia? Afinal o que era aquilo que tanta loucura despertava, que tanto fazia dois corações baterem a dois mil à hora?
Aos poucos descobríamos que nos completávamos em mil e uma coisas. Aos poucos dávamos por nós a pensar como seria dali a um ano? Aos poucos dávamos por nós a trocar letras de músicas. Aos poucos parecíamos dois adolescentes de 15 anos. Dois totós!
E assim passava um mês. Cruzávamo-nos em festas. Por aqui e por ali. Um olhar trocado, mais outro. A namorada dele dizia que ele estava estranho, distante. Ele evitava-a porque sim. Porque não se sentia bem. Porque era eu que lhe ia passando pela cabeça. Os nossos encontros continuavam. Fazer amor com ele era do mais intenso que podia existir. As músicas certas, escolhidas a dedo pela MTV, quando estávamos juntos, iam formando a nossa banda sonora.
Um dia, às 5h da manhã, veio a primeira das grandes loucuras: o “rapto”. Eu, ele e um quarto de hotel (não te apaixones!). Como conseguir um quarto de hotel aquela hora? Fácil, vem-se de viagem. Ao entrar naquele quarto o primeiro gesto foi tirar a aliança dele e ele a minha. Depois, foi toda uma manhã de perdição, de desejo, de paixão. Uma manhã longe de todos, com o mundo parado e perto um do outro. Mas o mundo tinha de voltar a andar…





